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Peixe de água doce · nº 41 na coleção

Traíra

Hoplias malabaricus · família Erythrinidae
Também chamado de tararira (Uruguai e Argentina)

A traíra (Hoplias malabaricus) é um peixe de água doce nativo do Brasil, encontrado em quase todo o Brasil. Vive em quase todo tipo de água parada ou lenta: açudes, lagoas, represas, banhados, arroios e remansos de rios.

Atualizado em 13/10/2026 · regras com a norma de origem

Ilustração da traíra (Hoplias malabaricus)

Resumo rápido

Como reconhecer a traíra

Corpo roliço e comprido, cabeça grande, boca larga com dentes caninos. Dorsal curta no meio do corpo, sem adiposa, cauda arredondada. Cor parda a cinza com manchas e faixas escuras, nadadeiras pintadas. Teste-chave: virando a cabeça, as bordas de dentro dos dois ossos da mandíbula de baixo se juntam em V. Língua áspera (com dentinhos). Geralmente até 50 cm e 3 kg.

  • Embaixo da cabeça, ossos da mandíbula fecham em V
  • Língua áspera com dentinhos
  • Sem adiposa, cauda arredondada
  • Dorsal curta no meio do corpo
  • Parda com manchas e nadadeiras pintadas

Variação: É um complexo de várias espécies. A cor vai de cinza-claro a quase preto conforme a água. Jovens são mais claros, com faixas mais contrastadas e olhos amarelos ou verdes.

Peixes parecidos com a traíra

  • Trairão: No trairão as bordas internas da mandíbula de baixo correm paralelas (forma de U) e a língua é lisa. Cresce mais e costuma ser mais escuro e uniforme.
  • Trairão-amazônico: Tem mancha escura oval na membrana atrás do opérculo, mandíbula em U, língua lisa e fica gigante.
  • Trairão-do-são-francisco: Mandíbula em U e língua lisa; cresce mais e é mais uniforme.
  • Jeju (Hoplerythrinus unitaeniatus): Menor (até uns 25 cm), com faixa escura ao longo do flanco e mancha com borda clara no opérculo.
  • Joana: Joana tem dorsal longa com espinhos da cabeça até a cauda e mancha preta atrás da cabeça.

Onde encontrar a traíra

Vive em quase todo tipo de água parada ou lenta: açudes, lagoas, represas, banhados, arroios e remansos de rios. Tolera água com pouco oxigênio e fica escondida na vegetação.

Margens com vegetação aquática, aguapés, taboas, galhadas, remansos rasos e cabeceiras de açudes. Na Amazônia é comum em lagos de várzea, igapós e igarapés rasos; pega bem com isca viva e com artificiais de superfície ao entardecer. Comum em açudes, lagoas e rios de todo o Nordeste; na seca fica nas poças e margens rasas com vegetação.

Ambientes: rio, riacho/arroio, represa/barragem/açude e lago/lagoa.

Regiões de pesca

Estados

Melhores iscas para pescar traíra

Lambari vivo e iscas de superfície (plugs, poppers e sapinhos) são as melhores; minhoca artificial, spinnerbait e tiras de peixe também funcionam no meio da vegetação.

  1. Lambari vivo (isca natural)
  2. Plug de superfície (stickbait / zara) (isca artificial)
  3. Popper (isca artificial)
  4. Minhoca artificial (soft worm) (isca artificial)
  5. Spinnerbait (isca artificial)
  6. Isca de corte (pedaço de peixe) (isca natural)

Como pescar traíra: equipamento e técnica

Vara de 1,65–1,80 m para 10–20 lb, multifilamento de 20–30 lb e líder grosso, porque a traíra tem dentes afiados; anzóis 1/0–4/0.

Estratégia

Arremesse a isca junto à vegetação, faça pausas longas na superfície e só fisgue quando sentir o peso; use alicate para retirar o anzol.

Melhor horário e época para pescar traíra

Horário: Amanhecer, entardecer e noite, principalmente no calor.

Época: Primavera e verão; no inverno fica lenta.

Para saber se hoje está bom na sua região, o índice de pesca do app junta pressão, vento, chuva, lua e maré numa nota de 1 a 100. Veja também o calendário de pesca pela lua.

O que a traíra come

Predadora de emboscada, come peixes, rãs, girinos e crustáceos.

Regras de pesca da traíra: tamanho mínimo, defeso e proibições

Na bacia do Uruguai (RS/SC), a Brigada Militar e a PM SC divulgam 30 cm, sem citar a norma; no PR e na bacia do Paraná (SP, GO e MS), o mínimo oficial é 25 cm (Portaria IAT 177/2025; IN IBAMA 26/2009). Em MG, 30 cm (tabela do IEF); na bacia Araguaia-Tocantins em GO, só de 30 a 35 cm (IN SEMAD/GO 17/2026); no TO, 15 cm (Portaria Naturatins 46/2026). No resto do Norte e no Nordeste não foi encontrado tamanho mínimo. No AP e nos rios da Ilha do Marajó, a traíra está entre as espécies proibidas na piracema (Portaria IBAMA 48/2007). Respeite a piracema da sua bacia.

Regras por estado

EstadoSituaçãoTamanho mínimoDefesos
AcreLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
AlagoasLiberado com regras—Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
AmapáLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
AmazonasLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
BahiaLiberado com regras—Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
CearáLiberado com regras—Piracema da bacia do rio Parnaíba15/11/2026 a 16/03/2027
Distrito FederalLiberado com regras25 cmPiracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Espírito SantoLiberado com regras—Piracema das bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Sudeste01/11/2026 a 28/02/2027
GoiásLiberado com regras30 cmmáximo 35 cmPiracema da bacia do rio Araguaia01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em Goiás01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
MaranhãoLiberado com regras—Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Parnaíba15/11/2026 a 16/03/2027
Defeso das bacias do Maranhão01/12/2026 a 30/03/2027
Mato GrossoLiberado com regras—Piracema de Mato Grosso01/10/2026 a 31/01/2027
Mato Grosso do SulLiberado com regras25 cmPiracema da bacia do Paraguai em Mato Grosso do Sul05/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Minas GeraisLiberado com regras30 cmPiracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em MG: bacia do São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em MG: bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em MG: bacias dos rios Grande e Paranaíba01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Sudeste01/11/2026 a 28/02/2027
Bacia do rio Doce em MG: nativas proibidas o ano todoo ano todo
ParáLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
Piracema da bacia do rio Araguaia01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
ParaíbaLiberado com regras——
ParanáLiberado com regras25 cmPiracema da bacia do rio Paraná (inclui Iguaçu)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema no Paraná – complemento estadual01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Sudeste – litoral do PR e Ribeira01/11/2026 a 28/02/2027
PernambucoLiberado com regras—Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
PiauíLiberado com regras—Piracema da bacia do rio Parnaíba15/11/2026 a 16/03/2027
Rio de JaneiroLiberado com regras—Piracema das bacias do Sudeste01/11/2026 a 28/02/2027
Rio Grande do NorteLiberado com regras——
Rio Grande do SulLiberado com regras30 cmPiracema da bacia do rio Uruguai01/10/2026 a 31/01/2027
Piracema das demais bacias do RS e de SC01/11/2026 a 31/01/2027
Defeso das Lagoas Mirim e Mangueira01/11/2026 a 31/01/2027
RondôniaLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
RoraimaLiberado com regras—Piracema dos rios de Roraima01/03/2027 a 30/06/2027
Santa CatarinaLiberado com regras30 cmPiracema da bacia do rio Uruguai01/10/2026 a 31/01/2027
Piracema das demais bacias do RS e de SC01/11/2026 a 31/01/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (inclui Iguaçu)01/11/2026 a 28/02/2027
São PauloLiberado com regras25 cmPiracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Sudeste01/11/2026 a 28/02/2027
SergipeLiberado com regras—Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
TocantinsLiberado com regras15 cmPiracema da bacia do rio Araguaia01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema no Tocantins01/11/2026 a 28/02/2027

Defesos da traíra

Normas

  • Portaria IAT nº 177/2025 (PR)
  • IN IBAMA nº 26/2009 (bacia do Paraná)
  • IN IBAMA nº 193/2008 (piracema da bacia do Uruguai)
  • IN IBAMA nº 197/2008 (piracema das demais bacias do RS e de SC)
  • IN IBAMA nº 25/2009 (piracema da bacia do Paraná)
  • Portaria IAT nº 377/2022 (piracema no PR)
  • IN IBAMA nº 195/2008 (piracema do litoral do PR)
  • INC MMA/SEAP nº 2/2004 (Lagoas Mirim e Mangueira)
  • Portaria IEF nº 111/2003
  • Portaria IBAMA nº 48/2007 (piracema da bacia Amazônica)
  • Portaria IBAMA nº 48/2007 (piracema dos rios de Roraima)
  • IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017 (piracema de Mato Grosso)
  • IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011 (piracema da bacia do rio Araguaia)
  • IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011 (piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi)
  • Instrução Normativa SEMAD/GO nº 17/2026 (piracema em Goiás)
  • Portaria NATURATINS nº 244/2025 (piracema no Tocantins)
  • IN IBAMA nº 201/2008 (piracema da bacia do Paraguai em Mato Grosso do Sul)
  • Portaria IBAMA nº 50/2007 (piracema da bacia do rio São Francisco)
  • Portaria IEF nº 154/2011 (piracema em MG: bacia do São Francisco)
  • Portaria IEF nº 155/2011 (piracema em MG: bacias do Leste)
  • Portaria IEF nº 156/2011 (piracema em MG: bacias dos rios Grande e Paranaíba)
  • IN IBAMA nº 25/2009 (piracema da bacia do rio Paraná)
  • IN IBAMA nº 196/2008 (piracema das bacias do Leste)
  • IN IBAMA nº 195/2008 (piracema das bacias do Sudeste)
  • IN MMA nº 40/2005 (piracema da bacia do rio Parnaíba)
  • Portaria IBAMA nº 85/2003 (defeso das bacias do Maranhão)
  • Portaria IEF nº 31/2025 (bacia do rio Doce em MG: nativas proibidas o ano todo)
  • Portaria NATURATINS/GABIN nº 46/2026

Regras informativas, reunidas de normas oficiais (confiança média: fonte secundária ou detalhes em aberto). Elas mudam: confira sempre a legislação vigente antes de pescar.

Curiosidades

Sobrevive em poças com pouquíssimo oxigênio, e o que chamamos de traíra é, na verdade, um complexo de várias espécies muito parecidas.

Perguntas frequentes sobre a traíra

Qual a melhor isca para pescar traíra?

Lambari vivo e iscas de superfície (plugs, poppers e sapinhos) são as melhores; minhoca artificial, spinnerbait e tiras de peixe também funcionam no meio da vegetação.

Qual o tamanho mínimo da traíra?

Não há tamanho mínimo que valha no país todo, mas há nos estados: Distrito Federal: 25 cm; Goiás: 30 cm; Mato Grosso do Sul: 25 cm; Minas Gerais: 30 cm; Paraná: 25 cm; Rio Grande do Sul: 30 cm; Santa Catarina: 30 cm; São Paulo: 25 cm; Tocantins: 15 cm. Peixe menor que isso deve ser solto vivo.

Quando é o defeso da traíra?
Qual o melhor horário para pescar traíra?

Amanhecer, entardecer e noite, principalmente no calor. Melhor época: primavera e verão; no inverno fica lenta.

Qual o tamanho da traíra?

O tamanho comum é de cerca de 35 cm. A traíra pode chegar a 65 cm e 3,8 kg.

Onde encontrar traíra?

Margens com vegetação aquática, aguapés, taboas, galhadas, remansos rasos e cabeceiras de açudes. Na Amazônia é comum em lagos de várzea, igapós e igarapés rasos; pega bem com isca viva e com artificiais de superfície ao entardecer. Comum em açudes, lagoas e rios de todo o Nordeste; na seca fica nas poças e margens rasas com vegetação.

Fontes

Peixes parecidos e da mesma região