Pular para o conteúdo
Guia do Peixe Abrir o app
Peixe de água doce · nº 44 na coleção

Trairão-do-são-francisco

Hoplias intermedius · família Erythrinidae

O trairão-do-são-francisco (Hoplias intermedius) é um peixe de água doce nativo do Brasil, encontrado nos estados ES, GO, MG, PR e SP. Descrito do rio Cipó (MG), vive no alto São Francisco, em afluentes mineiros do rio Doce e no alto Paraná (rios Grande, Paranaíba e Piquiri).

Atualizado em 13/10/2026 · regras com a norma de origem

Ilustração do trairão-do-são-francisco (Hoplias intermedius)

Resumo rápido

Como reconhecer o trairão-do-são-francisco

Trairão do São Francisco, alto Paraná e rios do Leste. Grande e robusto, cabeça grande, boca larga com caninos, sem adiposa, cauda arredondada. Cor parda a escura, mais uniforme que a da traíra. Embaixo da cabeça, as bordas internas dos ossos da mandíbula de baixo correm paralelas (U) e a língua é lisa. Até uns 70 cm.

  • Mandíbula de baixo em U, língua lisa
  • Grande, cabeça grande
  • Cor escura e uniforme
  • São Francisco, alto Paraná e Leste

Variação: Cor varia de pardo a quase preto. Jovens podem ter manchas e faixas; nesse caso confira a mandíbula e a língua.

Peixes parecidos com o trairão-do-são-francisco

  • Traíra: Traíra tem mandíbula em V, língua áspera, é menor e mais manchada.
  • Trairão: Quase igual; separar pela bacia. O lacerdae tem mais poros sob a mandíbula (6 a 8 contra 4 a 6), só vistos de perto.
  • Trairão do Leste (Hoplias brasiliensis): Rios costeiros do Leste; tem desenho de faixas oblíquas paralelas em V. Separação por foto difícil.

Onde encontrar o trairão-do-são-francisco

Descrito do rio Cipó (MG), vive no alto São Francisco, em afluentes mineiros do rio Doce e no alto Paraná (rios Grande, Paranaíba e Piquiri). Prefere rios e ribeirões de água limpa com poços, troncos e vegetação na margem, onde fica de tocaia. É maior e mais robusto que a traíra comum, com quem divide os mesmos rios.

Poços de ribeirão, galhadas, troncos caídos, barrancos sombreados, bancos de vegetação e cabeceiras de represa.

Ambientes: rio, riacho/arroio, represa/barragem/açude e lago/lagoa.

Regiões de pesca

Estados

Melhores iscas para pescar trairão-do-são-francisco

Iscas de superfície com hélice ou de zara, spinnerbaits e minhocas artificiais; entre as naturais, lambari vivo.

  1. Plug de superfície (stickbait / zara) (isca artificial)
  2. Hélice (propbait) (isca artificial)
  3. Spinnerbait (isca artificial)
  4. Minhoca artificial (soft worm) (isca artificial)
  5. Lambari vivo (isca natural)
  6. Tuvira (isca natural)

Como pescar trairão-do-são-francisco: equipamento e técnica

Vara média-pesada, multifilamento de 30 a 50 lb e líder grosso de 50 a 60 lb ou empate curto; anzóis fortes, porque a boca é dura.

Estratégia

Trabalhe a isca devagar junto da estrutura e espere o peixe abocanhar de verdade antes de fisgar. Na pesca esportiva, o trairão costuma ser solto depois da foto.

Melhor horário e época para pescar trairão-do-são-francisco

Horário: Amanhecer, entardecer e dias nublados.

Época: Setembro e outubro e de março a maio, com a água morna. Na piracema da bacia do São Francisco (1º de novembro a 28 de fevereiro) há restrições à pesca.

Para saber se hoje está bom na sua região, o índice de pesca do app junta pressão, vento, chuva, lua e maré numa nota de 1 a 100. Veja também o calendário de pesca pela lua.

O que o trairão-do-são-francisco come

Predador de emboscada, come peixes, rãs e outros pequenos animais.

Regras de pesca do trairão-do-são-francisco: tamanho mínimo, defeso e proibições

Sem tamanho mínimo federal ou estadual encontrado; confira a legislação local. Respeite a piracema da sua bacia. Atenção: as normas do São Francisco (Portaria IBAMA 50/2007, art. 3º, IV; Portaria IEF 154/2011, art. 5º, I) liberam na piracema o "trairão (Hoplias lacerdae)", espécie de fora da bacia; o trairão nativo (H. intermedius) não é citado, então na dúvida trate-o como nativo e respeite a piracema.

Regras por estado

EstadoSituaçãoTamanho mínimoDefesos
Espírito SantoLiberado com regras—Piracema das bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Sudeste01/11/2026 a 28/02/2027
GoiásLiberado com regras—Piracema em Goiás01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Minas GeraisLiberado com regras—Piracema da bacia do rio São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em MG: bacia do São Francisco01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em MG: bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em MG: bacias dos rios Grande e Paranaíba01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Leste01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Sudeste01/11/2026 a 28/02/2027
Bacia do rio Doce em MG: nativas proibidas o ano todoo ano todo
ParanáLiberado com regras—Piracema da bacia do rio Paraná (inclui Iguaçu)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema no Paraná – complemento estadual01/11/2026 a 28/02/2027
São PauloLiberado com regras—Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias do Sudeste01/11/2026 a 28/02/2027

Defesos do trairão-do-são-francisco

Normas

  • IN IBAMA nº 25/2009 (piracema da bacia do rio Paraná)
  • Portaria IAT nº 377/2022 (piracema no Paraná – complemento estadual)
  • Instrução Normativa SEMAD/GO nº 17/2026 (piracema em Goiás)
  • Portaria IBAMA nº 50/2007 (piracema da bacia do rio São Francisco)
  • Portaria IEF nº 154/2011 (piracema em MG: bacia do São Francisco)
  • Portaria IEF nº 155/2011 (piracema em MG: bacias do Leste)
  • Portaria IEF nº 156/2011 (piracema em MG: bacias dos rios Grande e Paranaíba)
  • IN IBAMA nº 196/2008 (piracema das bacias do Leste)
  • IN IBAMA nº 195/2008 (piracema das bacias do Sudeste)
  • Portaria IEF nº 31/2025 (bacia do rio Doce em MG: nativas proibidas o ano todo)

Regras informativas, reunidas de normas oficiais (confiança baixa: confirme no órgão ambiental do seu estado). Elas mudam: confira sempre a legislação vigente antes de pescar.

Curiosidades

O nome intermedius vem das características intermediárias entre outras espécies de trairão.

Conservação

Não consta na lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). IUCN: pouco preocupante (LC, 2018). Sofre com a degradação de ribeirões e matas ciliares.

Perguntas frequentes sobre o trairão-do-são-francisco

Qual a melhor isca para pescar trairão-do-são-francisco?

Iscas de superfície com hélice ou de zara, spinnerbaits e minhocas artificiais; entre as naturais, lambari vivo.

Qual o tamanho mínimo do trairão-do-são-francisco?

O Guia do Peixe não encontrou tamanho mínimo em norma nacional ou estadual para o trairão-do-são-francisco. Mesmo assim, solte os peixes pequenos e confira a legislação do seu estado.

Quando é o defeso do trairão-do-são-francisco?
Qual o melhor horário para pescar trairão-do-são-francisco?

Amanhecer, entardecer e dias nublados. Melhor época: setembro e outubro e de março a maio, com a água morna. Na piracema da bacia do São Francisco (1º de novembro a 28 de fevereiro) há restrições à pesca.

Qual o tamanho do trairão-do-são-francisco?

O tamanho comum é de cerca de 40 cm. O trairão-do-são-francisco pode chegar a 70 cm e 3,8 kg.

Onde encontrar trairão-do-são-francisco?

Poços de ribeirão, galhadas, troncos caídos, barrancos sombreados, bancos de vegetação e cabeceiras de represa.

Fontes

Peixes parecidos e da mesma região