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Peixe de água doce · nº 77 na coleção

Pacu

Piaractus mesopotamicus · família Serrasalmidae
Também chamado de pacu-caranha e pacu-guaçu

O pacu (Piaractus mesopotamicus) é um peixe de água doce nativo do Brasil, encontrado nos estados GO, MT, MS, MG, PR, RJ, RS, SC e SP. Vive em rios grandes e suas várzeas, frequentando margens com vegetação, remansos e áreas alagadas onde caem frutos e sementes.

Atualizado em 13/10/2026 · regras com a norma de origem

Ilustração do pacu (Piaractus mesopotamicus)

Resumo rápido

  • Melhores iscas: Frutas e sementes, Massa, Milho, Minhocuçu.
  • Melhor horário: Manhã e fim de tarde; é ativo durante o dia.
  • Melhor época: Verão e início do outono, com água quente.
  • Tamanho mínimo: 45 cm em alguns estados (ver regras).

Como reconhecer o pacu

Peixe de escamas redondo, corpo alto em forma de disco e achatado dos lados, cabeça pequena e dentes parecidos com molares. Dorso cinza-escuro a quase preto e ventre amarelo-dourado ou alaranjado. Adiposa pequena, lisa e sem raios. Cauda levemente bifurcada e escura. Chega a 60 cm e cerca de 20 kg.

  • Ventre amarelo-dourado ou alaranjado
  • Dorso cinza-escuro
  • Adiposa pequena, lisa, sem raios
  • Corpo em disco, cabeça pequena
  • Dentes molares, não triangulares

Variação: Filhotes são cinza com pintas pretas espalhadas (geralmente). O amarelo do ventre é mais forte em água clara; peixe de tanque pode ser mais escuro.

Peixes parecidos com o pacu

  • Tambaqui: O tambaqui tem adiposa com raios na ponta, metade de baixo do corpo escura e cabeça maior; o pacu tem ventre amarelado e adiposa lisa.
  • Tambacu / paqui (híbridos tambaqui × pacu): Comuns em pesqueiros: cabeça menor que a do tambaqui, ventre amarelado e adiposa lisa, sem raios e lobada. Cor e forma ficam entre pacu e tambaqui; difícil cravar.
  • Pirapitinga: A pirapitinga é cinza-prateada mais uniforme, com peito e nadadeiras de baixo avermelhados e escamas menores; é amazônica.
  • Pacu-peva: O pacu-peva é pequeno, muito mais achatado e prateado, com anal amarela ou laranja de borda preta.
  • Palometa: Piranhas têm dentes triangulares em serra e mandíbula de baixo saliente; o pacu tem boca pequena com dentes molares.

Onde encontrar o pacu

Vive em rios grandes e suas várzeas, frequentando margens com vegetação, remansos e áreas alagadas onde caem frutos e sementes. É migratório e sobe os rios para desovar; também é muito criado em pesqueiros.

Remansos, margens com árvores frutíferas debruçadas sobre a água, capinzais alagados e poços de rio. No Pantanal é um dos peixes mais pescados; procure nas baías e barrancos com árvores frutíferas e use frutas da época, caranguejo e milho. No Paraíba do Sul é introduzido.

Ambientes: rio, represa/barragem/açude e lago/lagoa.

Regiões de pesca

Estados

Melhores iscas para pescar pacu

Frutos que caem na água (como figo, jerivá e araçá), massas e milho cozido, além de minhocuçu e camarão.

  1. Frutas e sementes (isca natural)
  2. Massa (isca natural)
  3. Milho (isca natural)
  4. Minhocuçu (isca natural)
  5. Camarão vivo (isca natural)

Como pescar pacu: equipamento e técnica

Vara média-pesada para 17–30 lb, linha de 0,40–0,50 mm, anzol forte 4/0–6/0 e chumbo leve; use empate curto de aço, pois os dentes cortam a linha.

Estratégia

Ceve com milho ou frutas numa margem com vegetação e pesque com a linha solta, deixando a isca descer devagar; espere o peixe engolir antes de fisgar.

Melhor horário e época para pescar pacu

Horário: Manhã e fim de tarde; é ativo durante o dia.

Época: Verão e início do outono, com água quente.

Para saber se hoje está bom na sua região, o índice de pesca do app junta pressão, vento, chuva, lua e maré numa nota de 1 a 100. Veja também o calendário de pesca pela lua.

O que o pacu come

Onívoro com preferência por frutos, sementes e folhas; também come caramujos, crustáceos e pequenos peixes.

Regras de pesca do pacu: tamanho mínimo, defeso e proibições

No PR, só pode levar de 45 a 62 cm (Portaria IAT 177/2025); na bacia do Paraná, a regra federal pede 45 cm. Na bacia do Uruguai (RS/SC), a referência é 40 cm, sem norma de origem localizada. O app usa a faixa mais restritiva, de 45 a 62 cm. Em MS, só pode levar de 45 a 65 cm (Decreto MS nº 15.166/2019; Lei MT nº 9.096/2009). Na bacia do Paraguai em MT, em MT, tamanho mínimo de 45 cm (Lei MT nº 9.096/2009). Respeite a piracema da sua bacia. Em SP está no Anexo IV da lista estadual (Decreto 63.853/2018): a captura segue permitida até a publicação do plano estadual.

Regras por estado

EstadoSituaçãoTamanho mínimoDefesos
GoiásLiberado com regras45 cmPiracema em Goiás01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Mato GrossoLiberado com regras45 cmPiracema de Mato Grosso01/10/2026 a 31/01/2027
Mato Grosso do SulLiberado com regras45 cmmáximo 65 cmPiracema da bacia do Paraguai em Mato Grosso do Sul05/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Minas GeraisLiberado com regras45 cmPiracema em MG: bacias dos rios Grande e Paranaíba01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
ParanáLiberado com regras45 cmmáximo 62 cmPiracema da bacia do rio Paraná (inclui Iguaçu)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema no Paraná – complemento estadual01/11/2026 a 28/02/2027
Rio de JaneiroLiberado com regras——
Rio Grande do SulLiberado com regras45 cmmáximo 62 cmPiracema da bacia do rio Uruguai01/10/2026 a 31/01/2027
Santa CatarinaLiberado com regras45 cmPiracema da bacia do rio Uruguai01/10/2026 a 31/01/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (inclui Iguaçu)01/11/2026 a 28/02/2027
São PauloLiberado com regras45 cmPiracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027

Defesos do pacu

Normas

  • Portaria IAT nº 177/2025 (PR)
  • IN IBAMA nº 26/2009 (bacia do Paraná)
  • Tabela federal antiga IBAMA/DILIC, Região Sul (norma de origem não localizada)
  • IN IBAMA nº 193/2008 (piracema da bacia do Uruguai)
  • IN IBAMA nº 25/2009 (piracema da bacia do Paraná)
  • Portaria IAT nº 377/2022 (piracema no PR)
  • Decreto MS nº 15.166/2019
  • Lei MT nº 9.096/2009
  • Decreto SP nº 63.853/2018
  • IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017 (piracema de Mato Grosso)
  • Instrução Normativa SEMAD/GO nº 17/2026 (piracema em Goiás)
  • IN IBAMA nº 201/2008 (piracema da bacia do Paraguai em Mato Grosso do Sul)
  • Portaria IEF nº 156/2011 (piracema em MG: bacias dos rios Grande e Paranaíba)
  • IN IBAMA nº 25/2009 (piracema da bacia do rio Paraná)

Regras informativas, reunidas de normas oficiais (confiança média: fonte secundária ou detalhes em aberto). Elas mudam: confira sempre a legislação vigente antes de pescar.

Curiosidades

Tem dentes parecidos com molares humanos, fortes o bastante para quebrar sementes duras.

Conservação

Nativo das bacias do Uruguai e do Paraná, mas considerado exótico no sistema da Laguna dos Patos (Portaria SEMA-RS 79/2013, categoria 2).

Perguntas frequentes sobre o pacu

Qual a melhor isca para pescar pacu?

Frutos que caem na água (como figo, jerivá e araçá), massas e milho cozido, além de minhocuçu e camarão.

Qual o tamanho mínimo do pacu?

Não há tamanho mínimo que valha no país todo, mas há nos estados: Goiás: 45 cm; Mato Grosso: 45 cm; Mato Grosso do Sul: 45 cm; Minas Gerais: 45 cm; Paraná: 45 cm; Rio Grande do Sul: 45 cm; Santa Catarina: 45 cm; São Paulo: 45 cm. Peixe menor que isso deve ser solto vivo.

Quando é o defeso do pacu?
Qual o melhor horário para pescar pacu?

Manhã e fim de tarde; é ativo durante o dia. Melhor época: verão e início do outono, com água quente.

Qual o tamanho do pacu?

O tamanho comum é de cerca de 45 cm. O pacu pode chegar a 60 cm e 20 kg.

Onde encontrar pacu?

Remansos, margens com árvores frutíferas debruçadas sobre a água, capinzais alagados e poços de rio. No Pantanal é um dos peixes mais pescados; procure nas baías e barrancos com árvores frutíferas e use frutas da época, caranguejo e milho. No Paraíba do Sul é introduzido.

Fontes

Peixes parecidos e da mesma região