Pular para o conteúdo
Guia do Peixe Abrir o app
Peixe de água doce · nº 13 na coleção

Mandubé

Ageneiosus inermis · família Auchenipteridae
Também chamado de palmito, fidalgo e manduvé

O mandubé (Ageneiosus inermis) é um peixe de água doce nativo do Brasil, encontrado nos estados AC, AM, GO, MA, MT, MS, PA, PR, RO, SP e TO. Bagre de couro com barbilhões muito reduzidos, que vive em rios, remansos e lagoas com vegetação e pouca correnteza.

Atualizado em 13/10/2026 · regras com a norma de origem

Ilustração do mandubé (Ageneiosus inermis)

Resumo rápido

Como reconhecer o mandubé

Bagre de couro liso e prateado, corpo comprido e achatado dos lados, cabeça achatada em cima e boca muito larga. Quase não tem barbilhões (são minúsculos, mal aparecem) e os olhos são pequenos, baixos na lateral da cabeça. Primeiro raio da dorsal longo e forte, adiposa pequena, cauda bifurcada. Jovens com manchas escuras grandes; adultos prateados com dorso escuro.

  • Barbilhões quase invisíveis
  • Boca muito larga, cabeça achatada
  • Couro liso prateado, dorso escuro
  • Olhos pequenos e baixos
  • Primeiro raio da dorsal forte e longo

Variação: Manchas dos jovens diminuem e somem depois de uns 20 cm. Machos em reprodução têm espinho dorsal e barbilhões modificados (engrossados).

Peixes parecidos com o mandubé

  • Barbado: Barbado tem barbilhões compridos e achatados como fita, bem visíveis.
  • Pati: Pati tem barbilhões compridos e boca menor; o mandubé quase não tem barbilhões.
  • Mandi: Mandi tem barbilhões compridos, espinhos fortes e geralmente manchas escuras em fileiras no corpo amarelado.
  • Palmito / surumanha (Auchenipterus): Mesma família e corpo parecido, mas com barbilhões compridos bem visíveis.

Onde encontrar o mandubé

Bagre de couro com barbilhões muito reduzidos, que vive em rios, remansos e lagoas com vegetação e pouca correnteza. É noturno e caça a meia-água.

Remansos, bocas de baías e lagoas, barrancos com vegetação e trechos de água calma junto ao canal.

Ambientes: rio, lago/lagoa e represa/barragem/açude.

Regiões de pesca

Estados

Melhores iscas para pescar mandubé

Lambari e tuvira vivos, camarão de água doce, pedaços de peixe e minhocuçu.

  1. Lambari vivo (isca natural)
  2. Tuvira (isca natural)
  3. Camarão vivo (isca natural)
  4. Isca de corte (pedaço de peixe) (isca natural)
  5. Minhocuçu (isca natural)

Como pescar mandubé: equipamento e técnica

Vara média (12–20 lb), linha de 0,30–0,40 mm, anzol 1/0–3/0 e chumbada corrida leve, com a isca no fundo ou a meia-água.

Estratégia

Pesque à noite em remansos perto do canal. Cuidado ao segurar: o espinho da nadadeira dorsal é serrilhado e machuca.

Melhor horário e época para pescar mandubé

Horário: Fim de tarde e noite.

Época: Março a outubro no MS e fevereiro a setembro em MT; na bacia do Paraná, fora da piracema (novembro a fevereiro).

Para saber se hoje está bom na sua região, o índice de pesca do app junta pressão, vento, chuva, lua e maré numa nota de 1 a 100. Veja também o calendário de pesca pela lua.

O que o mandubé come

Piscívoro: come peixes pequenos e camarões, que engole com a boca muito larga.

Regras de pesca do mandubé: tamanho mínimo, defeso e proibições

No MS, onde é chamado de palmito, tamanho mínimo de 35 cm (Decreto MS nº 15.166/2019). Nas bacias do Araguaia e do Tocantins (GO, MA, PA e TO), tamanho mínimo federal de 35 cm (INI 12 e 13/2011). Em GO, na bacia Araguaia-Tocantins, a janela estadual é de 30 a 35 cm: somada ao mínimo federal, sobra só o peixe de 35 cm, então na prática solte. No TO, só de 35 a 50 cm (Portaria Naturatins 46/2026). No rio Abunã (AC/RO), proibido na piracema (IN IBAMA 205/2008). Respeite a piracema da sua bacia.

Regras por estado

EstadoSituaçãoTamanho mínimoDefesos
AcreLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
Defeso do rio Acre e espécies do rio Abunã15/11/2026 a 15/03/2027
AmazonasLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
GoiásLiberado com regras35 cmmáximo 35 cmPiracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Araguaia01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema em Goiás01/11/2026 a 28/02/2027
MaranhãoLiberado com regras35 cmPiracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
Mato GrossoLiberado com regras—Piracema de Mato Grosso01/10/2026 a 31/01/2027
Mato Grosso do SulLiberado com regras35 cmPiracema da bacia do Paraguai em Mato Grosso do Sul05/11/2026 a 28/02/2027
Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
ParáLiberado com regras35 cmPiracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
Piracema da bacia do rio Araguaia01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
ParanáLiberado com regras—Piracema da bacia do rio Paraná (inclui Iguaçu)01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema no Paraná – complemento estadual01/11/2026 a 28/02/2027
RondôniaLiberado com regras—Piracema da bacia Amazônica15/11/2026 a 15/03/2027
Defeso do rio Acre e espécies do rio Abunã15/11/2026 a 15/03/2027
Defeso estadual de Rondônia15/11/2026 a 15/03/2027
São PauloLiberado com regras—Piracema da bacia do rio Paraná (SP, MG, GO, MS e DF)01/11/2026 a 28/02/2027
TocantinsLiberado com regras35 cmmáximo 50 cmPiracema da bacia do rio Araguaia01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi01/11/2026 a 28/02/2027
Piracema no Tocantins01/11/2026 a 28/02/2027

Defesos do mandubé

Normas

  • IN IBAMA nº 25/2009 (piracema da bacia do rio Paraná)
  • Portaria IAT nº 377/2022 (piracema no Paraná – complemento estadual)
  • Portaria IBAMA nº 48/2007 (piracema da bacia Amazônica)
  • IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017 (piracema de Mato Grosso)
  • IN IBAMA nº 201/2008 (piracema da bacia do Paraguai em Mato Grosso do Sul)
  • IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011 (piracema da bacia do rio Araguaia)
  • IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011 (piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi)
  • Instrução Normativa SEMAD/GO nº 17/2026 (piracema em Goiás)
  • Portaria NATURATINS nº 244/2025 (piracema no Tocantins)
  • IN IBAMA nº 205/2008 (defeso do rio Acre e espécies do rio Abunã)
  • Portaria SEDAM/RO nº 146/2020 (defeso estadual de Rondônia)
  • Decreto MS nº 15.166/2019
  • Portaria NATURATINS/GABIN nº 46/2026

Regras informativas, reunidas de normas oficiais (confiança média: fonte secundária ou detalhes em aberto). Elas mudam: confira sempre a legislação vigente antes de pescar.

Curiosidades

O nome Ageneiosus quer dizer sem barba, por causa dos barbilhões quase ausentes; na época de reprodução, o espinho dorsal e os barbilhões do macho mudam de forma.

Perguntas frequentes sobre o mandubé

Qual a melhor isca para pescar mandubé?

Lambari e tuvira vivos, camarão de água doce, pedaços de peixe e minhocuçu.

Qual o tamanho mínimo do mandubé?

Não há tamanho mínimo que valha no país todo, mas há nos estados: Goiás: 35 cm; Maranhão: 35 cm; Mato Grosso do Sul: 35 cm; Pará: 35 cm; Tocantins: 35 cm. Peixe menor que isso deve ser solto vivo.

Quando é o defeso do mandubé?
Qual o melhor horário para pescar mandubé?

Fim de tarde e noite. Melhor época: março a outubro no MS e fevereiro a setembro em MT; na bacia do Paraná, fora da piracema (novembro a fevereiro).

Qual o tamanho do mandubé?

O tamanho comum é de cerca de 35 cm. O mandubé pode chegar a 65 cm e 3,1 kg.

Onde encontrar mandubé?

Remansos, bocas de baías e lagoas, barrancos com vegetação e trechos de água calma junto ao canal.

Fontes

Peixes parecidos e da mesma região