Resumo rápido
- Melhores iscas: Pão, Massa, Corrupto, Camarão morto.
- Melhor horário: Manhã e fim de tarde, com maré enchente ou parada.
- Melhor época: Primavera e verão (setembro a março) em SC e PR, mas aparece o ano todo nos estuários.
- Tamanho mínimo: 20 cm em alguns estados (ver regras).
Como reconhecer o parati
Tainha pequena e prateada, SEM listras escuras no corpo (ou listras muito fracas). Mancha dourada grande na parte de cima da tampa da guelra. Mancha escura na base e axila da peitoral. Cabeça larga e achatada por cima, boca pequena, olho com pálpebra gordurosa fina. Duas dorsais (a 1ª com 4 espinhos). Dorsal mole e anal cobertas de escamas pequenas. Cauda escurecida na borda.
- sem listras escuras no corpo
- mancha dourada na tampa da guelra
- mancha escura na axila da peitoral
- 2ª dorsal e anal cobertas de escamas
- porte menor que a tainha
Variação: Jovens (tainhotas) são muito prateados e difíceis de separar das tainhas jovens. A mancha dourada da guelra perde o brilho depois de morto.
Peixes parecidos com o parati
- Tainha: Tainha tem listras escuras horizontais seguindo as fileiras de escamas, cresce mais, e tem 2ª dorsal e anal quase sem escamas.
- Outras tainhas (Mugil curvidens, M. hospes): Também prateadas; diferem por contagens e detalhes da boca. Em foto, sem listras e com mancha dourada, o mais provável é o parati.
- Ubarana: Ubarana tem uma só dorsal, boca grande passando do olho e cauda bem mais bifurcada.
Onde encontrar o parati
Forma grandes cardumes em estuários, baías, canais e praias rasas com fundo de lama ou areia. É muito comum em SC e PR (Babitonga, Paranaguá, Guaratuba); no RS aparece no estuário de Tramandaí e na Lagoa dos Patos, em menor número que a tainha.
Canais de maré, trapiches, pontes, bordas de manguezal e água calma de baías e desembocaduras. No Pará e no Maranhão é a pratiqueira, muito pescada em praias e estuários com anzol pequeno, massa ou camarão picado e ceva.
Ambientes: estuário, lagoa costeira, praia e molhe.
Regiões de pesca
- Litoral do PR
- Litoral de SC
- Litoral do RS
- Lagoas dos Patos e Mirim
- Litoral Norte (AP e PA)
- Litoral do Nordeste
- Litoral do Sudeste (ES, RJ e SP)
Estados
- Alagoas
- Amapá
- Bahia
- Ceará
- Espírito Santo
- Maranhão
- Pará
- Paraíba
- Paraná
- Pernambuco
- Piauí
- Rio de Janeiro
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- São Paulo
- Sergipe
Melhores iscas para pescar parati
Pão amassado com ceva e massa de farinha são as melhores; corrupto e pedacinhos de camarão também funcionam, e o sabiki iscado com pão pega vários.
- Pão (isca natural)
- Massa (isca natural)
- Corrupto (isca natural)
- Camarão morto (isca natural)
- Sabiki (isca artificial)
Como pescar parati: equipamento e técnica
Vara leve de 2,1 a 3 m, linha 0,18 a 0,25 mm e anzóis nº 10 a 16 em chicote ou sabiki, com boia ou chumbo bem leve.
Estratégia
Jogue pão picado na água parada perto de trapiches, espere o cardume subir e pesque no meio dele com anzol pequeno e isca bem escondida.
Melhor horário e época para pescar parati
Horário: Manhã e fim de tarde, com maré enchente ou parada.
Época: Primavera e verão (setembro a março) em SC e PR, mas aparece o ano todo nos estuários.
Para saber se hoje está bom na sua região, o índice de pesca do app junta pressão, vento, chuva, lua e maré numa nota de 1 a 100. Veja também o calendário de pesca pela lua.
O que o parati come
Come algas microscópicas e filamentosas, detritos e pequenos organismos do plâncton.
Regras de pesca do parati: tamanho mínimo, defeso e proibições
Do ES ao RS, mínimo de 20 cm (IN MMA 53/2005). Barras e molhes do RJ ao RS: pesca proibida de 15/03 a 15/09, exceto tarrafa. Do AP à BA não há tamanho mínimo federal.
Regras por estado
| Estado | Situação | Tamanho mínimo | Defesos |
|---|---|---|---|
| Alagoas | Liberado com regras | — | — |
| Amapá | Liberado com regras | — | — |
| Bahia | Liberado com regras | — | — |
| Ceará | Liberado com regras | — | — |
| Espírito Santo | Liberado com regras | 20 cm | — |
| Maranhão | Liberado com regras | — | — |
| Pará | Liberado com regras | — | — |
| Paraíba | Liberado com regras | — | — |
| Paraná | Liberado com regras | 20 cm | — |
| Pernambuco | Liberado com regras | — | — |
| Piauí | Liberado com regras | — | — |
| Rio de Janeiro | Liberado com regras | 20 cm | — |
| Rio Grande do Norte | Liberado com regras | — | — |
| Rio Grande do Sul | Liberado com regras | 20 cm | — |
| Santa Catarina | Liberado com regras | 20 cm | — |
| São Paulo | Liberado com regras | 20 cm | — |
| Sergipe | Liberado com regras | — | — |
Normas
- IN MMA nº 53/2005 (tamanhos mínimos de espécies marinhas e estuarinas)
- Portaria SG-PR/MMA nº 24/2018 (barras e molhes)
Regras informativas, reunidas de normas oficiais (confiança alta: conferida em norma oficial). Elas mudam: confira sempre a legislação vigente antes de pescar.
Curiosidades
Como a tainha, tem um estômago musculoso parecido com a moela das aves, que tritura o lodo e a areia que engole junto com a comida.
Perguntas frequentes sobre o parati
Qual a melhor isca para pescar parati?
Pão amassado com ceva e massa de farinha são as melhores; corrupto e pedacinhos de camarão também funcionam, e o sabiki iscado com pão pega vários.
Qual o tamanho mínimo do parati?
Não há tamanho mínimo que valha no país todo, mas há nos estados: Espírito Santo: 20 cm; Paraná: 20 cm; Rio de Janeiro: 20 cm; Rio Grande do Sul: 20 cm; Santa Catarina: 20 cm; São Paulo: 20 cm. Peixe menor que isso deve ser solto vivo.
Quando é o defeso do parati?
O Guia do Peixe não tem defeso específico cadastrado para o parati. Atenção: na piracema, várias bacias limitam ou proíbem a pesca de todas as espécies nativas. Veja o calendário de defesos da sua região.
Qual o melhor horário para pescar parati?
Manhã e fim de tarde, com maré enchente ou parada. Melhor época: primavera e verão (setembro a março) em SC e PR, mas aparece o ano todo nos estuários.
Qual o tamanho do parati?
O tamanho comum é de cerca de 28 cm. O parati pode chegar a 45 cm e 1,2 kg.
Onde encontrar parati?
Canais de maré, trapiches, pontes, bordas de manguezal e água calma de baías e desembocaduras. No Pará e no Maranhão é a pratiqueira, muito pescada em praias e estuários com anzol pequeno, massa ou camarão picado e ceva.