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Peixe de estuário (água salobra) · nº 103 na coleção

Parati

Mugil curema · família Mugilidae
Também chamado de tainhota, parati-do-mar, pratiqueira, saúna e tainha-do-olho-amarelo

O parati (Mugil curema) é um peixe de estuário (água salobra) nativo do Brasil, encontrado nos estados AL, AP, BA, CE, ES, MA, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, SC, SP e SE. Forma grandes cardumes em estuários, baías, canais e praias rasas com fundo de lama ou areia.

Atualizado em 13/10/2026 · regras com a norma de origem

Ilustração do parati (Mugil curema)

Resumo rápido

  • Melhores iscas: Pão, Massa, Corrupto, Camarão morto.
  • Melhor horário: Manhã e fim de tarde, com maré enchente ou parada.
  • Melhor época: Primavera e verão (setembro a março) em SC e PR, mas aparece o ano todo nos estuários.
  • Tamanho mínimo: 20 cm em alguns estados (ver regras).

Como reconhecer o parati

Tainha pequena e prateada, SEM listras escuras no corpo (ou listras muito fracas). Mancha dourada grande na parte de cima da tampa da guelra. Mancha escura na base e axila da peitoral. Cabeça larga e achatada por cima, boca pequena, olho com pálpebra gordurosa fina. Duas dorsais (a 1ª com 4 espinhos). Dorsal mole e anal cobertas de escamas pequenas. Cauda escurecida na borda.

  • sem listras escuras no corpo
  • mancha dourada na tampa da guelra
  • mancha escura na axila da peitoral
  • 2ª dorsal e anal cobertas de escamas
  • porte menor que a tainha

Variação: Jovens (tainhotas) são muito prateados e difíceis de separar das tainhas jovens. A mancha dourada da guelra perde o brilho depois de morto.

Peixes parecidos com o parati

  • Tainha: Tainha tem listras escuras horizontais seguindo as fileiras de escamas, cresce mais, e tem 2ª dorsal e anal quase sem escamas.
  • Outras tainhas (Mugil curvidens, M. hospes): Também prateadas; diferem por contagens e detalhes da boca. Em foto, sem listras e com mancha dourada, o mais provável é o parati.
  • Ubarana: Ubarana tem uma só dorsal, boca grande passando do olho e cauda bem mais bifurcada.

Onde encontrar o parati

Forma grandes cardumes em estuários, baías, canais e praias rasas com fundo de lama ou areia. É muito comum em SC e PR (Babitonga, Paranaguá, Guaratuba); no RS aparece no estuário de Tramandaí e na Lagoa dos Patos, em menor número que a tainha.

Canais de maré, trapiches, pontes, bordas de manguezal e água calma de baías e desembocaduras. No Pará e no Maranhão é a pratiqueira, muito pescada em praias e estuários com anzol pequeno, massa ou camarão picado e ceva.

Ambientes: estuário, lagoa costeira, praia e molhe.

Regiões de pesca

Estados

Melhores iscas para pescar parati

Pão amassado com ceva e massa de farinha são as melhores; corrupto e pedacinhos de camarão também funcionam, e o sabiki iscado com pão pega vários.

  1. Pão (isca natural)
  2. Massa (isca natural)
  3. Corrupto (isca natural)
  4. Camarão morto (isca natural)
  5. Sabiki (isca artificial)

Como pescar parati: equipamento e técnica

Vara leve de 2,1 a 3 m, linha 0,18 a 0,25 mm e anzóis nº 10 a 16 em chicote ou sabiki, com boia ou chumbo bem leve.

Estratégia

Jogue pão picado na água parada perto de trapiches, espere o cardume subir e pesque no meio dele com anzol pequeno e isca bem escondida.

Melhor horário e época para pescar parati

Horário: Manhã e fim de tarde, com maré enchente ou parada.

Época: Primavera e verão (setembro a março) em SC e PR, mas aparece o ano todo nos estuários.

Para saber se hoje está bom na sua região, o índice de pesca do app junta pressão, vento, chuva, lua e maré numa nota de 1 a 100. Veja também o calendário de pesca pela lua.

O que o parati come

Come algas microscópicas e filamentosas, detritos e pequenos organismos do plâncton.

Regras de pesca do parati: tamanho mínimo, defeso e proibições

Do ES ao RS, mínimo de 20 cm (IN MMA 53/2005). Barras e molhes do RJ ao RS: pesca proibida de 15/03 a 15/09, exceto tarrafa. Do AP à BA não há tamanho mínimo federal.

Regras por estado

EstadoSituaçãoTamanho mínimoDefesos
AlagoasLiberado com regras——
AmapáLiberado com regras——
BahiaLiberado com regras——
CearáLiberado com regras——
Espírito SantoLiberado com regras20 cm—
MaranhãoLiberado com regras——
ParáLiberado com regras——
ParaíbaLiberado com regras——
ParanáLiberado com regras20 cm—
PernambucoLiberado com regras——
PiauíLiberado com regras——
Rio de JaneiroLiberado com regras20 cm—
Rio Grande do NorteLiberado com regras——
Rio Grande do SulLiberado com regras20 cm—
Santa CatarinaLiberado com regras20 cm—
São PauloLiberado com regras20 cm—
SergipeLiberado com regras——

Normas

  • IN MMA nº 53/2005 (tamanhos mínimos de espécies marinhas e estuarinas)
  • Portaria SG-PR/MMA nº 24/2018 (barras e molhes)

Regras informativas, reunidas de normas oficiais (confiança alta: conferida em norma oficial). Elas mudam: confira sempre a legislação vigente antes de pescar.

Curiosidades

Como a tainha, tem um estômago musculoso parecido com a moela das aves, que tritura o lodo e a areia que engole junto com a comida.

Perguntas frequentes sobre o parati

Qual a melhor isca para pescar parati?

Pão amassado com ceva e massa de farinha são as melhores; corrupto e pedacinhos de camarão também funcionam, e o sabiki iscado com pão pega vários.

Qual o tamanho mínimo do parati?

Não há tamanho mínimo que valha no país todo, mas há nos estados: Espírito Santo: 20 cm; Paraná: 20 cm; Rio de Janeiro: 20 cm; Rio Grande do Sul: 20 cm; Santa Catarina: 20 cm; São Paulo: 20 cm. Peixe menor que isso deve ser solto vivo.

Quando é o defeso do parati?

O Guia do Peixe não tem defeso específico cadastrado para o parati. Atenção: na piracema, várias bacias limitam ou proíbem a pesca de todas as espécies nativas. Veja o calendário de defesos da sua região.

Qual o melhor horário para pescar parati?

Manhã e fim de tarde, com maré enchente ou parada. Melhor época: primavera e verão (setembro a março) em SC e PR, mas aparece o ano todo nos estuários.

Qual o tamanho do parati?

O tamanho comum é de cerca de 28 cm. O parati pode chegar a 45 cm e 1,2 kg.

Onde encontrar parati?

Canais de maré, trapiches, pontes, bordas de manguezal e água calma de baías e desembocaduras. No Pará e no Maranhão é a pratiqueira, muito pescada em praias e estuários com anzol pequeno, massa ou camarão picado e ceva.

Fontes

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